Cannes | Dia 9

O festival finalmente parece ter apresentado filmes dignos dos prêmios de atuação, em uma competição onde praticamente todos os filmes foram elogiados, mas nenhuma atuação em particular, ao menos não antes de ontem, Roubaix, une lumière, de Arnaud Desplechin, e Mektoub My Love: Intermezzo, de Abdellatif Kechiche, o primeiro, um policial com polícias e assassinas em território sagrado e uma noite de sexo na discoteca.O cinema de Desplechin nunca teve grande apreciadores, o que se segue não é nada consensual: Roubaix, une lumière é a coisa mais comovente que surgiu nea competição, por “culpa” de quatro personagens, dois polícias, interpretados por Roschdy Zem e Antoine Reinartz, e o casal de assassinas, Léa Seydoux (essa favorita ao premio de atuação feminina) e Sara Forestier.

O diretor do premiado Azul é a Cor Mais Quente voltou a Cannes seis anos depois, com seu filme de nada mais, nada menos que quatro horas, outro fato é que é estranho esse filme estar na competição, já que é uma continuação de um filme que não foi exibido no festival no ano passado (e sim em Veneza), o diretor filma uma conversa de praia que faz um ponto da situação, mais ou menos assim: chegou a Sète uma nova moça, vinda de Paris, Marie (é a ela que as outras personagens vão explicando o “cenário”); Tony continua a aplicar-se no areal com a sua imitação de Aldo Maccione para seduzir crédulas e carentes; Ophélie descobriu que está grávida dele, quer fazer um aborto, e faltam três semanas para o seu casamento com Clément, ainda em missão no Iraque; Céline continua esvoaçante, entre moças e rapazes, e por ai vai, é um filme longo e aparentemente complicado, duvido muito que uma segunda Palma venha para o diretor.

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