Cannes | Dia 8

O sol raiou e a competição continuou com dois queridinhos, Xavier Dolan e seu Matthias & Maxine foi ovacionado durante quase dez minutos pós termino da sessão, o canadense revisita os dramas sobre sexualidade ambientados na sua Montreal natal e torna a protagonizar um filme seu (infelizmente) Dolan interpreta o Maxime do título, sujeito que tem uma relação complicada com o melhor amigo, Matthias após ambos terem de fazer uma cena de beijo num filme experimental, passam a ser acometidos por angústias quanto ao que esperam um do outro, segundo os críticos os maneirismos estão todos ali --a música alta, os closes nas caras dos atores e, principalmente, os diálogos gritados.

O outro querido da Croisette, foi Parasite, de sul-coreano Bong Joon-ho, desembarcou com muito menos estridência do que seus concorrentes, no Festival de Cannes, mas pode roubar holofotes na noite de sábado, quando for entregue a Palma de Ouro, obra talvez seja a maior unanimidade numa competição particularmente forte, como a deste ano, o cineasta não é do tipo que dispara mensagens panfletárias disfarçadas de diálogos ou prega para convertidos na hora de denunciar mazelas, ele prefere amarrar a história num suspense bem-conduzido, repleto de tiradas cômicas, que arrancou aplausos no meio de sua sessão para a imprensa, desde já minha aposta para melhor direção na noite de sábado.

You May Also Like

0 comentários