The 15 Best Movies of 2007

O ano de 2007 foi sem dúvida o melhor da primeira década dos anos 2000, normalmente as minhas listas só possuem 12 filmes, mas como 2007 foi um ano muito excepcional, simplesmente não consegui deixar de fora alguns, ainda que com um número de filmes maior, não consegui incluir todos, deixei de fora muitos nomes como Ratatouille, Senhores do Crime, com muita dor no coração não consegui incluir um dos filmes mais lindos - visualmente - da primeira década O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford, o muito original A Garota Ideal e infelizmente, não coube A Prova da Morte, de Quentin Tarantino, foi por pouco e em ano cheio de musicais, infelizmente nenhum entrou na minha lista e mais dor ainda é deixar 4 Meses, 3 Semanas, 2 Dias fora da lista, bom sem mais delongas essas são os melhores.

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15. Zodíaco, de David Fincher
O filme que o melhor diretor da atualidade - diga-se ainda em atividade - tanto queria, o filme é mais longo do que o necessário, ainda assim, funciona perfeitamente e simetricamente, o primeiro filme do mestre com grande orçamento é o ponto máximo do mistério nos filmes da atualidade, retrata bem a sociopatia do possível maníaco e a insatisfação das forças superiores ao se verem testadas e, consequentemente, inferiorizadas. Flui formidavelmente desde seu inicio até o apático final.

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15. De Repente, California, de Jonah Markowitz
O filme só está incluso aqui na lista porque é uma obra muito particular, sem dúvida é mais do mesmo, fala das descobertas sexuais, de amizade e mais uma porção de assuntos importantes, filme independente que só o público LGBTQ assistiu, mesmo sem se aprofundar nos dilemas dos personagens o filme se sai bem mostrando o básico e o essencial, sem ser constrangedor, apelativo ou ofensivo.

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13. [REC], de Jaume BalagueróPaco Plaza
Sim, esse é um dos poucos filmes de terror que vocês encontraram nas minhas listas, ele só está aqui porque sua autenticidade - não originalidade - é gigantesca, ainda que a abordagem não seja mais original, roteiro, atuações e uma direção impecável garantem tensão absoluta durante todo o filme. Os minutos finais são simplesmente aterrorizantes, como quase todo o filme.

12. Os Donos da Noite, James Gray
Finalmente um filme do amado James Gray funcionou comigo, diferente das outras novelas que o diretor costuma dirigir, esse filme é mais enérgico, até porque precisa, Joaquín Phoenix entrega uma de suas grandes atuações, tudo embalado por canções marcantes dos anos 80, ainda que pareça mais longo do que de fato é, esse é de longe o melhor filme do diretor.

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11. O Nevoeiro, de Frank Darabont
Se por falta de terror nas listas, logo dois filmaços aqui, mais uma leitura do subestimado Frank Darabont, de Stephen King para o cinema, em um dos filmes mais chocantes da década e não só por causa dos momentos finais, filme com personagens bem estruturados, um bom roteiro, que traz questionamentos e conflitos a todo instante, com um final arrebatador. destaque para Marcia Gay Harden e Frances Sternhagen. Laurie Holden foi mal

10. A Família Savage, de Tamara Jenkins
O filme foi uma das maiores surpresas daquele ano, que retrata de forma perfeita o ponto de vista distorcido das relações entre gerações, onde os idosos são vistos como frágeis e são abandonados. Além de destacar a decadência das pessoas sem sonhos e futuro, junto disso também apresenta atuações belíssimas Laura Linney é um achado e aqui só comprova que é uma das atrizes mais subestimadas dos últimos anos.

9. Juno, de Jason Reitman
O filme mais descolado do ano é uma comédia adolescente igual a muitas outras, só que não. Por trás dos inúmeros rótulos conquistados pelo seus prêmios e sucesso, está um filme sensível e delicado, que como sua protagonista, o segundo filme de Jason Reitman é um dos mais divertidos de seu ano impressiona pelo maravilhoso roteiro carregado de boas referências e pelas atuações digníssimas de elogios.
8. Desejo e Reparação, de Joe Wright
O diretor Joe Wright se firmou aqui como um grande diretor de filmes de época, não só isso, como fez o filme mais lindo - visualmente falando - do século até agora, a magnífica representação do efeito borboleta, a mente inocente de uma criança muda o destino de todos em um futuro não muito distante, um roteiro magnífico, direção fantástica e atuações muito fortes, numa história que toca fundo em seu coração e a trilha sonora de Dario Marianeli é primorosa.

7. Não Estou Lá, de Todd Haynes
O filme é uma biografia de Bob Dylan? O diretor Todd Haynes afirma que sim, a divisão entre as diferentes personas que compõem o homem-artista Bob Dylan, cada qual com seu formato e universo particulares, resulta em um artifício bem criativo, o elenco é magistral, Cate Blanchett no melhor arco, entrega uma das atuações de sua carreira, assim como Todd Haynes entregou seu melhor filme até hoje.

6. Na Natureza Selvagem, de Sean Penn
O filme mais injustiçado na temporada de prêmios de seu ano, foi assim que muita gente enxergou na época, com certeza o filme merecia mais atenção nos prêmios. Para me conquistar - como cinéfilo - não é preciso muito, uma personagem com espirito selvagem que se joga no mundo, só isso já seria o suficiente pra me conquistar, mesmo numa sociedade hipócrita, não adianta isolar-se no mundo por mais bela que a natureza seja, afinal, “A felicidade só é real quando compartilhada", tanto que o perdão sustenta os últimos felizes suspiros, fruto de uma comunhão de sentimentos.

5. Conduta do Risco, de Tony Gilroy
Sou um dos poucos que gosta muito do único filme de Tony Gilroy, inteligente, bem amarrado, o roteiro escrito por Tony Gilroy é extremamente eficiente, muito se engana quem acha que é um filme feito sob medida para premiações, quem acha isso, está totalmente enganado, é necessário se entregar na trama e deixar que o elenco mostre toda sua competência que não é pouca, cada um deles tanto Clooney, Wilkison e Tilda Swinton que está perfeita.

4. Onde os Fracos Não Tem Vez, de Joel e Ethan Coen
O diretor de duas cabeças quase nunca falha, nem mesmo em suas comédias escrachadas, quando colocam as cacholas para funcionar o minimo que podemos esperar é uma obra-prima, Onde os Fracos Não Tem Vez é quase uma obra-prima, faltou muito pouco, um filme competentíssimo em todas as áreas em que percorre! Um vilão amedrontador como há tempos não se via e um final que deixa aquele gostinho amargo que não queríamos sentir, mas que de certa forma, já prevíamos!

3 Medo da Verdade, de Ben Affleck
O filme de estreia do ator Ben Affleck é até agora seu melhor filme, até porque os livros de Denis Lehanne sempre renderam grandes filmes (Sobre Meninos e Lobos, Ilha do Medo) provando também que é melhor diretor do que ator - mais tarde viria ganhar o Oscar de melhor filme - aqui ele cria uma atmosfera pesada de melancolia rodeado por relevantes questionamentos sobre os princípios das pessoas, cheio de reviravoltas e uma direção de atores impecável.

2. Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson
O melhor filme do século até agora, é assim que muitos chama uma das obras-primas de Paul Thomas Anderson, usa dos extremos para criticar tanto o fanatismo religioso quanto a ambição econômica, a relação entre pai e "filho" e o roteiro eficiente são o combustível a mais nessa obra, que conta um período de prosperidade paralelamente a um de degradação e Daniel Day-Lewis é simplesmente um monstro em cena, obra-prima.

1. O Escafandro e a Borboleta, de Julian Schanabel
O melhor filme do ano é também o filme com a direção mais perfeita que existe na história do cinema, é o que eu acho, é um filme para se sentir, o que só se torna possível pelo seu lindo todo: desde o excelente roteiro até a magistral direção, que utiliza maravilhosamente a ideia de câmera subjetiva, fora isso os atores, montagem, trilha, fotografia: tudo está no ponto, o filme é perfeito em todos os sentidos, forte candidato a melhor filme da primeira década dos anos 2000.

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2 comentários

  1. realmente grandes filmes, amo sangue negro, onde os fracos não tem vez e desejo e reparação. beijos, pedrita http://mataharie007.blogspot.com.br/

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  2. Gostei muito da sua lista. Alguns desses filmes eu tive a oportunidade de assistir.
    Bom restante de semana!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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