Minhas Mães e Meu Pai, de Lisa Cholodenko (2010)

O principal defeito do cinema atual são suas reciclagens, refilmagens e afins, ano após ano, as notícias são de que refilmarão isso, farão uma continuação daquilo, estamos sempre sendo bombardeados com essas notícias que, por vezes é muito desagradável. São poucos os filmes são capazes de surpreender, impactar, ou proporcionar uma reflexão nova e enriquecedora a seus espectadores, por isso é sempre interessante, ficar de olho nos filmes indicados a roteiro original no Oscar, caso de MINHAS MÃES E MEU PAI (2010) longa que vai contra a igualdade da mesmice. 

O filme conta a história de Joni e Laser dois adolescentes, filhos de um casal de mulheres, que foram criados através de inseminação artificial através de um doador anônimo. Quando Joni completa 18 anos, vai atrás do direito de descobrir quem é seu pai biológico. Contar a história da criação de mães e seus filhos, não é assim original, dependendo da forma que é posto na tela, aqui tudo é captado a essência das famílias modernas, heterossexuais ou homossexuais e, acima de tudo, conta uma linda história sobre relacionamentos humanos, em suas mais diversas instâncias, mas com uma roupagem moderna e atual, tornando assim, o filme diferente.

O ponto de criação pais e filhos é um, por outro lado, Joni e Laser estão naquele momento de autodescoberta, ai entra mais uma pauta, a geração da inseminação artificial e a curiosidade natural dessas pessoas, independente de quem os criou, em saber sobre quem são seus pais biológicos, assim que o pai do título entra na história que desenvolve uma deliciosa e comovente comédia dramática de costumes sobre a sociedade moderna.

O inspiradíssimo elenco encabeçado por Annette Bening em mais uma de suas poderosas atuações, Juliane Moore chega junto e está igualmente ótimo, assim como Mark Ruffalo que mesmo tarde conseguiu sua indicação ao Oscar - desconfio que ele será um eterno coadjuvante - os adolescentes Mia Wasikowska e Josh Hutcherson também ótimos, assim todos os componentes do elenco conseguem criar uma química gigantesca na tela, ambas as atrizes conseguem criar onde suas dores, angustias e desejos, o que aproxima ainda mais a história de quem a assiste.

O filme dirigido por Lisa Cholodenko é seguro, se apoiando em uma história segura, diálogos inspirados, capaz de jogar na tela os problemas da vida moderna, aquelas situações do filme, podem sim, ser a situação de qualquer família por ai, Moore em sua melhor cena deixa muito claro isso, a diretora concebe ainda uma lindíssima cena final, que reafirma as inseguranças de Josi, o amadurecimento de Laser e o crescimento interior das mães, por fim, um filme de elenco com uma inspiração de direção e roteiro, o resultado é um excepcional filme.

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1 comentários

  1. Vi esse filme.
    Gostei das locações e das atuações.
    Mas não é um tema que me interesse.
    Adoro Mark Ruffalo.

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