Cannes .:: Dia 6

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O dia começou com dois diretores que já foram consagrados no festival, contudo, o primeiro filme do dia foi The Killing of a Sacred Dear, de Yorgos Lanthimos que foi massacrado por toda parte, com direto as clássicas vais por parte dos jornalistas ao fim da sessão, ainda que com atuações interessantes de Colin Farrell e Nicole Kidman, segundo os jornalistas o filme carregado de tragédias gregras, atomização das famílias burguesas e os ecos de pedofilia.
"Não sei se este é um filme sobre sacrifício, embora alguém seja imolado. Prefiro pensar que é uma reflexão sobre justiça e sobre escolhas", disse Lanthimos, que carrega o filme de cenas violentas, envolvendo crianças, segundo os jornalistas.

"Eu tenho muito critério para escolher os filmes de que participo, sempre me pautando por valores éticos. Eu não faço filmes porque preciso, mas sim por querer expressar algo. Mas eu vi o primeiro sucesso de Yorgos, Dogtooth, e fiquei tocada. Decidi trabalhar com ele por isso", disse a atriz. "Ele dirige sem dar muitas instruções, pedindo que a gente faça o mínimo de ações, para expressar emoções, o que é um desafio". continua o diretor.


O segundo filme é do favorito (sempre) ao prêmio máximo, falando de Happy End, de Michael Haneke que já ganhou duas palmas de ouro, grande prêmio do júri e direção, ainda assim é o grande favorito (se é que podemos chamar algum filme assim, já que, não sabemos de nada do júri), com uma direção cirúrgica, pautada por um clima de tensão crescente, o diretor a crônica da atomização da burguesia europeia, a partir de uma família de alta classe média em erosão afetiva e financeira, entre tragédias e processos judiciais, Trintignant vive o patriarca e Isabelle Huppert é sua filha.

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